/História

O Grupo de Pesquisa e Prática Cinematográfica Kino-Olho foi formado em 2005 pelo cineasta João Paulo Miranda Maria. No início, pessoas leigas com interesse em Cinema começaram a se encontrar semanalmente em sessões cineclubistas que ele organizava, seguidas por estudos e discussões sobre a sétima arte. Em 2007 o coletivo começou a produzir alguns “filmes ensaios”, exercícios em vídeo realizados a partir de leituras e pesquisas realizadas pela equipe, com o objetivo de produzir cinema. O ano de 2009 foi muito marcante para o Kino-Olho, pois o curta-metragem “A girl and a gun”, produzido a partir dos filmes ensaios, ganhou o primeiro lugar na competição internacional promovida pelo canal CNN – “Screening Room Mobile Phone Movie Competition”,

competindo com outros trabalhos de grandes estruturas de produção e várias nacionalidades.
No mesmo ano, o grupo, com o apoio da Prefeitura Municipal de Rio Claro, passou a desenvolver o projeto “Difusão Cinematográfica”, oferecendo à cidade cursos e oficinas de formação em Audiovisual em bairros periféricos, escolas públicas, instituições do Município e do Estado (Casa Escola, CRAS e CAPS). No ano de 2009, foi criado o FIIK – Festival Internacional de Cinema Independente Kino-Olho. O Festival, que contou com 8 edições, tinha como objetivo principal promover o encontro entre público e filmes curtos que dificilmente chegariam ao interior de São Paulo.

Imagem set filmagem

Em 2015 o curta-metragem “Command Action”, dirigido por João Paulo Miranda, foi selecionado no Festival de Cannes – Mostra Semana da Crítica. Do mesmo diretor, o curta “A Moça que dançou com o Diabo”, em 2016, foi também selecionado em Cannes, desta vez na Competição Oficial, ganhando Menção Especial do Júri. Em 2017 o Kino-Olho produziu os curtas: “Meninas Formicidas”, co-produzido com a produtora francesa Les Valseurs; “No Pulsar da Linguagem”; “Imagem e Semelhança” e “Já-Ir”, todos rodados no município de Rio Claro – SP.
Foi a partir de 2015, com estas seleções – além de outras como Festival de Hamburgo (Alemanha), Curtas Vila do Conde (Portugal), BFI (Inglaterra), New York Film Festival (Estados Unidos) e outros festivais internacionais, que o grupo ganhou uma projeção para além das fronteiras do Brasil. No entanto, desde 2009 o coletivo já tinha alguns curtas que circulavam em festivais nacionais, como Janela (Recife), Curtas Kinoforum (São Paulo) e Olhar de Cinema (Curitiba), entre outros.

No segundo semestre do ano de 2019, o Coletivo Kino-Olho obteve uma grande conquista, um espaço composto por quatro salas localizado no porão do Casarão da Cultura, na região central de Rio Claro. Além de um ambiente de convivência, o “Porão do Kino-Olho” também possibilitou ao grupo desenvolver atividades artísticas durante a semana, como aulas de desenho, sessões de cineclubes e principalmente os encontros do Núcleo de Criação Cinematográfica.
Nos dezesseis anos de existência do coletivo foram desenvolvidos trabalhos sociais vinculados à arte, como festivais de cinema, oficinas profissionalizantes, oficinas escolares, mostras em espaços públicos, participações em seminários em universidades, além da produção de filmes em áreas vulneráveis da cidade, que ganhou grande destaque mundial nos últimos anos. O grupo Kino-Olho vem conquistando espaço e reconhecimento nacional e internacional, mostrando que não há barreiras para o Cinema Caipira.


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